A Arte de pedir

Sou fã da editora Intrínseca. Eles publicam aqueles livros que vendem muito, muito mesmo, aqueles que até quem não é leitor frequente – ou que não lê nada mesmo – lê e também publicam umas preciosidades como O Clube do Filme e outras coisas divertidas como Ele está de volta e Pó de lua.

Há de convir que é preciso um misto de visão e ousadia para acertar que esse ou aquele livro – que qualquer crítico acha ruim – será um baita sucesso, sucesso o suficiente para vender em um país que não tem uma boa cultura de formação de leitores, principalmente uma tipo de leitor que lê coisas divertidas, para curtir mesmo e não aqueles livros feitos para acompanhar um bom cachimbo em frente a lareira no fim da tarde.
Por isso eu gosto da Intrínseca, eles publicam bastante, divulgam bastante e se aventuram em umas preciosidades como essa linha de discursos que aparentemente está fazendo um sucesso razoável.
Um tempo atrás eles lançaram um livro com um discurso do Neil Gaiman que fez um sucesso imenso na internet (Faça boa arte).
Agora eles lançaram um livro na mesma linha (com uma capa muito mais bonita =p) de Amanda Palmer, uma artista bem versátil – que aliás é esposa de Neil Gaiman.
A arte de Pedir partiu de uma outra coisa que eu gosto muito que são os TED Talks (tem vários vídeos do TED separados por temas na Netflix), umas palestras curtas com ideias que merecem ser espalhadas.
Amanda Palmer fez sua palestra no auge do formato de financiamento coletivo (catarse/kickstart) sobre a arte de pedir dinheiro para os fãs para produzir arte. Nesse mundo de economia colaborativa, pedir um pouco, dar um pouco, amarrar as pontas fazendo circular em uma comunidade sustentável é bem interessante.
É um discurso maravilhoso que merece ser assistido (está no vídeo aí abaixo) tem outro vídeo na sequencia – esse sem legenda – que é outra palestra de Amanda – essa mais longa – para a equipe do Google.


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