All you need is kill X No Limite do Amanhã

A JBC lançou em dois volumes All you need is kill (tente ler o título sem pensar na melodia de All you is love dos beatles) e recentemente teve o filme No limite do Amanhã. Os dois são releituras de um romance, então temos a oportunidade de ver duas versões bem diferente de uma história parecida.

Falando primeiro do mangá, quem já leu algum mangá na vida sabe mais ou menos o que esperar, no geral sempre tem um cara tentando ser o melhor que ele pode. Nesse caso o personagem principal se descobre em um loop (repetição) infinito. Toda a vez que ele morre – e ele sempre morre no fim do dia – ele volta para o começo do dia e tem que refazer tudo.

Sim, se você já viu o clássico da sessão da tarde Feitiço do tempo você provavelmente conhece essa história.

O primeiro volume do mangá, aliás, é basicamente isso, o Feitiço do Tempo aplicado à uma guerra da humanidade contra alienígenas quase invencíveis e um cara preso em um misterioso loop tentando se tornar um soldado bom o suficiente para sobreviver ao dia.

No segundo volume as coisas ficam mais interessantes, principalmente porque a lógica da história muda sua visão sobre essa repetição infinita. Ao invés de lhe lembrar do filme com Bill Murray, o autor leva o leitor a entender aquilo como um videogame. Se você não consegue passar da fase, então tem que voltar do começo e tentar de novo.

O resultado é bem interessante em termos de ação e de suspense que te leva até o fim da história apreensivo.

Já o filme segue uma pegada beeem diferente. O filme segue a lógica americana de fazer cinema. Então se aproxima infinitamente mais da comédia romântica sobre o dia da marmota infinito (não vou explicar as referências, assista o Feitiço do tempo que você ganha mais). O personagem é um “truqueiro”, um enganador que cai de paraquedas no meio da guerra e não consegue sair mais por conta do loop infinito. Dessa forma o filme passa como uma comédia por muito tempo, até que se torna aqueles filmes onde o pateta se redime e vira um herói.

O final das histórias também é bem diferente, não vou comentar aqui pra não estragar para ninguém, mas, como falei antes, o final do mangá tem a cara de mangá e o de filme… bem, quantos arrasa-quarteirões você conhece que não tem um grande final feliz?

Particularmente eu preferi a história do mangá e o fim do mangá e apesar de filme ser bacana eu o achei um tanto dispensável. Mas leia e assista e tire sua conclusão.

Compre a HQ aqui na versão em um volume ou na versão separada com o volume 1 e volume 2


Inscreva-se na newsletter do site e receba todas as atualizações do site diretamente no seu e-mail.

anuncioamazon