Better Call Saul 3ª Temporada

O spin off/prequel de Breaking Bad completou mais uma temporada e parece continuar com uma recepção bem calorosa, inclusive com vários elogios que a colocam como melhor que a série de onde saiu.

Breaking Bad foi um febre na época que passou, pegou o começo da ascensão da Netflix quando estava indo para as temporadas finais e um ajudou a outro a crescer. Quem não tinha dado bola para o começo de Breaking Bad pode chegar junto no assunto que “todo mundo” falava e a Netflix também deve ter ganho assinante e prestígio com o título no catálogo, a ponto trazer para a produção própria essa série derivada com os coadjuvantes mais adorados pelos público.

Nas primeiras temporadas a série focou no Saul Goodman (Bob Odenkirk), obviamente, o advogado cheio de artimanhas, quando ele ainda era Jimmy McGill e tentava ser honesto e no Mike Ehrmantraut (Jonathan Banks), quando era um ex-policial tentando sobreviver honestamente.

Na terceira temporada a série começou a ter uma cara bem mais de prequel de todo o cenário em cima do qual se construiu Breaking Bad e dedica uma parte considerável da narrativa para mostrar a queda do traficante Hector Salamanca (Mark Margolis), que em BB estava em uma cadeira de rodas e se comunicava com uma sineta irritante, e a ascensão do meticuloso Gus Fringe (Giancarlo Esposito) o “vilão” mais interessante de BB.

Assim a série abriu a narrativa sem se perder e, ao mesmo tempo que satisfez aquelas clássicas obsessões de fãs pelas origens de tudo, tem uma estrutura que se sustenta sozinha.

É óbvio que se você viu Breaking Bad essa terceira temporada foi a mais “massa véio” de todas. A volta do Gus Fringe é algo sensacional, o ator é excelente, o personagem é fantástico e a forma como tudo remete a série original é um presente para o fã.

Mas, mesmo se você não viu, assistir a crescente do Jimmy McGill, o drama dele com o irmão (que chega no ápice nessa temporada), e o duelo interno que ele vive de ter as ideias, ter as oportunidades e ainda assim acabar se ferrando para fazer o certo é sensacional.

Fora isso, todos os ingredientes estéticos que tornaram Breaking Bad um sucesso estão lá. A fotografia sensacional com um uso absurdamente preciso das cores e da luz. As cenas longas e tensas. Os planos engenhosos e ardilosos que forma aquele quebra-cabeças que o espectador fica sempre tentando descobrir o que está acontecendo e muitas vezes é bem surpreendido.

Enfim, Better Call Saul continua uma série respeitável e, para os fãs de Breking Bad, uma série essencial.


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