Black Mirror

Tem na Netflix essa série inglesa até antiguinha (a primeira temporada é de 2011) que, até onde eu pude reparar, não teve o destaque e o barulho que merecia.

É uma série bem curta, são duas temporadas de 3 episódios cada e mais um especial de Natal, e aparentemente a série foi cancelada, mas se considerar que entre a primeira e a segunda temporada teve um hiato de 3 anos, é possível que um dia surjam novos episódios.

Black Mirror é um pouco difícil de sintetizar, porque os episódios não têm relação entre si fora a mesma temática de um futuro próximo, um pouco macabro onde a sociedade foi profundamente transformada pela tecnologia.

O título da série (espelho negro) remete as telas apagadas dos computadores, tvs e celulares e o nosso reflexo sinistro nessas superfícies.

O primeiro episódio da série, apesar de tratar muito da sociedade conectada, do interesse quase perverso das pessoas por notícias bizarras, é o menos futurista e o mais engenhoso.

Na trama, a princesa mais queridinha da Inglaterra  é sequestrada e os sequestradores tem uma única exigência: o Primeiro-Ministro deve fazer sexo com um porco em rede nacional (com a filmagem seguindo os princípios do Dogma 95) ou a princesa morre.

Esse é o nível da engenhosidade perversa que pauta a série.

Os episódios seguintes já se projetam um pouco mais no futuro, com tecnologias que ainda não temos, mas que são totalmente plausíveis como uma evolução natural do que existe hoje.

E por aí vemos um sistema de justiça perverso, uma sociedade baseada em um game show onde o topo da pirâmide é um programa parecido com o Qual é o seu Talento, uma tecnologia que grava tudo que vemos e nos permite reproduzir esses dados, além outras extrapolações nessa linha.

A série é um verdadeiro achado, uma ficção científica distópica tão próxima e tão palpável que chega a assustar.

Cada episódio é bizarro a sua maneira e o nível de crueldade escalona até o episódio de natal que tem a participação do excelente Jon Hamm (protagonista de Mad Man).

Como falei, a série está disponível na Netflix e como a conexão entre os episódios é apenas o tema, a série pode ser vista em qualquer ordem, mas aconselho começar pelo primeiro porque ele é muito bom (na real todos são, acho difícil ver um e não se interessar pelos outros).

 

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