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Caderno de recortes #2

Caderno de Recortes do Diletante Profissional
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Sim, já faz uma semana. Ao mesmo tempo que parece que foi ontem que eu mandei a primeira edição do Caderno de Recortes para você (e eu juro que não foi, então não me classifique como spam ainda), alguns recortes que eu fiz no começo da semana parecem notícias escavadas da pré-história. Mas, mesmo assim, seguimos com os recortes dessa semana.

Lula e FCH em nova colab que chacoalha o mundo das intervenções artísticas
Economia em tempos de guerra
Eu gostaria de dizer que o ser humano se define pela arte, pela poesia, pelo espírito ou qualquer outra coisa que fosse mais linda do que economia, porque nada é mais frustrante do que falar sobre economia, ainda mais em épocas como essa em que o mundo está se esfarelando.É óbvio que não chegamos nessa situação em que estamos por um motivo único. Os fios desse novelo são tão complexos que é impossível separar tudo para descobrir se há um ponto de partida, um nó a partir do qual tudo começou a dar errado. Mas eu acho que, em algum ponto, nossa psique coletiva se rompeu e entramos em uma crise existencial coletiva profunda.
Trecho da coluna do Sérgio Rodrigues na Folha (26/05/21)
Não estamos apenas em uma guerra fratricida, não é uma mera polarização como muitos querem pintar para poder capitalizar esse impulso yin yang das massas. A questão é muito mais séria, porque parte das pessoas se desgarram para o “outro lado” iludidas por um conto de fadas.
Trecho da coluna de Samuel Pessôa na Folha (23/05/21)
Trecho da coluna de Joel Pinheiro na Folha
Como o cidadão mediano pode ser pobre e, ao mesmo tempo, defender um projeto de governo que não preza pela equidade? Como esse cidadão que vive equilibrando as contas caiu em um conto do vigário que o fez acreditar que justamente a política que impõe limites, que não ajuda o povo e sim a máquina do capital, é melhor para ele?E antes que você venha me dizer que, não, o cidadão médio não pensa assim, que ele elegeu um governo supostamente de “direita” (supostamente porque isso que temos hoje é inclassificável) por outros motivos, saiba que eu não estou falando só de eleição. Estou falando da ilusão que venderam de que se não tiver imposto você teria mais dinheiro e pagaria seu próprio plano de saúde, quiça compraria a própria vacina com esse dinheiro que o governo não tungou. Que sem direitos trabalhistas algum você ganharia muito mais e teria muito mais empregos a disposição. Que todo mundo tem a mesma chance e que você poderia, com muito trabalho e dedicação, ser rico se, pelo menos, o governo não impedisse você.Assim vivemos nesse fenômeno em que o sujeito que é pobre se convenceu a defender a agenda do rico, em que o empregado se convenceu a defender a agenda do patrão. Nem tentaram pensar em um meio termo e já partiram para a inversão dos polos. Até porque, o próprio representante de Deus na Terra nos garante que não tem jeito.
Mas, como eu disse, vivemos uma crise psíquica profunda, mesmo que as máximas autoridades digam que não tem jeito, o brasileiro, não o médio, não o de cá ou o de lá, o brasileiro quase que na sua totalidade, a cada dia acredita mais que o Brasil tem jeito.
Assim, talvez o mais importante seja partirmos desses consensos. Partir desses pontos em comum em que todos concordam. E, já que estamos falando de economia, finalmente é bom que o nosso ministro Paulo Guedes disse algo que todos podem concordar.
Ideias roubadas

Trecho de Baía do Diamante negro de Bob Dylan sobre trecho da pintura de Rodolpho Parigi

Paulo Mendes da Rocha (1928/2021), arquiteto

Nunca saberemos como algo com esse nome pôde fracassar
Pintores
Eu gosto de ouvir o podcast Draftsmen (principalmente por causa do Marshall Vandruff, que é uma enciclopédia do ensino de desenho) e, em um dos episódios, o Proko, o criador do podcast, citou o pintor russo Nicolai Fechin. Achei o trabalho dele fantástico, bem expressivo, mas me apaixonei mesmo pelos desenhos que esse artista fazia como esboços das suas obras. Olha que bacana
Projeto Bob Ross
Talvez você saiba, talvez não, mas eu tenho um canal no youtube e comecei um projeto lá que a tempos eu venho planejando. Seguindo Bob Ross, que nos fez acreditar que todos podemos pintar…
… eu comecei uma playlist para mostrar os primeiros passos na pintura. Publiquei alguns vídeos introdutórios e agora vou começar a postar sobre os materiais para montar um kit básico de trabalho e depois vou abordar alguns exercícios e técnicas introdutórias.A ideia não é ser um curso, mas uma porta de entrada. Montei o kit mais barato possível para a pessoa ter uma experiência inicial na pintura e, a partir dali, se especializar no que ela sentiu que é mais a área dela.Minha ideia é, ao longo do tempo, falar tudo o que eu queria ter ouvido antes de começar a estudar pintura. Então vem comigo, os vídeos estão nessa playlist.
Primeiros Passos na Pintura Esse canal se chama Diletante porque é bem o que eu sou. Em uma das coisas que eu sou um entusiasta é pintura, então eu tenho planejado já tem algum tempo em… www.youtube.com
P.S.
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Estela May na Folha de S. Paulo
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