Ducktales – Reboot

Como a maioria das pessoas da minha geração, era vidrado no desenho dos Ducktales e na sua música de abertura contagiante na versão do Luís Ricardo.

Curiosamente os quadrinhos dos patos nunca me atraíram. Li quase nada deles, mas vi imagens o suficiente li matérias o suficiente escritas pelo Marcus Ramone do UHQ para ter uma noção geral da grandiosidade do universo criado pelo Carl Barks e pelo Don Rosa.

Quando anunciaram o reboot e quando mostraram a nova abertura da série, acho que assisti o clipe no youtube umas 10 vezes ou mais. Não conseguia parar de ver e ouvir a musiquinha (assista aqui, é irresistível https://youtu.be/YKSU82afy1w)

Daí finalmente o Disney Channel soltou o primeiro episódio, assisti e gostei demais.

Em ternos de história, ação, concepção e uso dos personagens a série promete ser até melhor do que o desenho clássico.

Pelo que eu li e ouvi por aí, a nova versão está mais próxima dos quadrinhos originais em espírito. Sinceramente não posso afirmar isso, mas posso dizer que me o primeiro episódio me deu uma sensação ótima de estar vendo algo divertido que aqueceu minha memória afetiva.

Pelo primeiro episódio fica claro que teremos um Tio Patinhas bem mais ativo, mais aventureiro, alguém com desejo de continuar sendo um explorador.

Outra indicação é que o desenho terá uma trama maior, com arcos, algo que se, for ver bem, o desenho original fazia (pra quem não lembra ou não viu, o original tinha algumas histórias divididas em vários episódios e tinha uma cronologia, algo que não era tão comum para a época).

Outra grande inovação é a presença ativa do Donald e o primeiro episódio indica que um eterno tabu do universo Disney vai ser quebrado no desenho. Não vou dar spoilers, mas a animação começa com o Donald e o Tio brigados a muito tempo por um motivo que provavelmente será o tema do arco.

Sobre a arte, sempre vai ter que não goste do redesenho dos personagens.

Eu entendo quem diga que a nova opção é pobre visualmente, o original, feito em um estilo mais artesanal, respeitava o traço do Barks e o atual busca linhas mais retas, mais angulosas, mais dinâmicas. O desenho é funcional para o movimento e para a agilidade de produção, além de seguir um estilo que, de certa forma, predomina hoje, deixando ele atual.

Eu gostei do resultado no Tio Patinhas e gostei menos nos sobrinhos, mas, pelo menos, os sobrinhos ganharam diferenciações nas roupas que vão além das cores.

Agora uma coisa que eu amei no desenho é o uso das retículas.

Nossa eu já tinha me apaixonado com isso na abertura onde eles fazem um uso brilhante das retículas que viram as moedas em que o Tio Patinhas nada. E eles trouxeram essa técnica clássica de sombreado para o desenho de uma forma leve, atual e muito estilosa.

Isso e a agilidade dos traços me conquistou.

Fora isso o episódio tem infinitas referências, você pode achar vídeos pelo youtube detalhando todas elas e, o mais importante, parece que vai ser bem legal, infantil sem ser infantilóide, exatamente como o original.

Ah, quem é fã do Doctor Who com certeza já sabe que vale ouvir no áudio original, porque, ninguém menos que David Tennant faz a voz do Tio Patinhas.


Versão dessa resenha em vídeo