Exercícios básicos de desenho 2: Formas simples/polígonos (aprendizado consciente)

Ajude o canal enviando um pix para contato@diletanteprofissional.com.br Compre livros aqui https://amzn.to/2DdjmNk Compre material de arte aqui https://amzn.to/319Uws6 Inscreva-se para receber a newsletter do canal direto no seu email https://www.getrevue.co/profile/oliboni

Antes de mais nada recomendo ler esse texto sobre a importância de um curso de desenho 99% dos cursos de desenho acadêmico partem do princípio de estruturar o desenho através de formas básicas tridimensionais e, a partir disso ir esculpindo o desenho. A ideia é bem simples. Você escolhe uma referência (tem um vídeo sobre isso aqui) tenta identificar as formas geométricas que mais se aproximam daquilo que você quer estudar, desenha a forma geral e vai “esculpindo” os detalhes. O que as pessoas não falam, no geral, é o que você tem que aprender com esse processo. É uma abordagem válida que você pode usar a vida toda? Sim, é. Mas não é prático, nem ideal. O ideal é que você internalize esse processo e seja capaz de desenhar com cada vez menos estruturas de suporte. Pra isso  é preciso um aprendizado consciente e as pessoas descobrem mais fácil as coisas quando sabem o que estão procurando. Então vamos lá para o que tem que ser aprendido aqui:
  1. Noção espacial: você precisa entender que o que você está representando é algo tridimensional, que sempre tem estrutura que estão a frente e para trás no desenho. Compreender que há uma profundidade a ser representada no desenho é essencial para criar um desenho interessante.
  2. Noção de planos: isso está ligado a noção espacial, mas é importante entender que tudo pode ser segmentado em planos que estão em profundidades diferentes.
  3. Noção de transparência: de novo, tudo volta para a noção espacial, mas é importante entender que a algo atrás daquilo que você está desenhado. Por mais que não esteja visível, essa estrutura atrás pode ser importante e refletir em outra parte do desenho
  4. Estética da forma: isso é uma noção um pouco mais sofisticada de design, mas a forma dos objetos compõe um estética própria e, por mais que as vezes isso leve você a fugir da referência, tem que haver uma harmonia visual entre as formas.
  5. Fora para dentro: eu falei isso em outro vídeo, comece com a estrutura externa, encaixe no espaço e vá moldando o que está dentro repetindo o processo de criar novas estruturas menores.
No vídeo eu faço uma demonstração e tendo explicar um pouco melhor isso, mas, como sempre, vai ser uma questão de prática. Para desenhistas um pouco mais avançados, recomendo um exercício de shapes que eu já passei, ali, apesar de ser uma abordagem que parece semelhante, é uma forma bem diferente de simplificar espaços.