Fuller House 3ª Temporada

É curioso o fato da série Fuller House ter chegado a terceira temporada.

Eu fiz uma resenha dela aqui no site quando estreou a primeira temporada carregada de todo o saudosismo dos anos 90.



Tudo bem, por um lado é compreensível a aceitação da série e até o fato da Netflix ter investido nela.

Três é demais, a série que contou a infância das meninas que hoje são as adultas da séries teve 8 temporadas de sucesso mundial, só no Brasil, em TV aberta deve ter sido reprisada um milhão de vezes.

Por outro lado, a qualidade da produção da série, em muitos sentidos, é mais do que sofrível.

Apesar de ser um acerto manter a atmosfera da série original, ter uma produção de baixo orçamento, com poucos cenários, com claque de risadas gravadas e com atuações temerosas não é algo que ajuda a chamar atenção de ninguém.

Não que a série precise formar muito público além do que já arrebanha de herança da série original, mas acho difícil que alguém, sem o sentimentalismo tendencioso da memória afetiva, descubra a série e se apaixone por ela.

É difícil, mas não impossível.

A série é daquelas que abraça o público. Ela não é tensa, não é cheia de intrigas, não tem personagens maldosos ou cruéis e todos os problemas que acontecem na vida dessa família nos episódios resolvem-se com uma conversa e um abraço carinhoso.

A série é leve, afetuosa e tem lá seu humor que não é de rolar de rir, mas que funciona.

No fim, é uma série que não tem nenhuma chance de ganhar um prêmio de crítica, que, sob qualquer análise é ruim, principalmente na atuação, meu deus, essas meninas cresceram na frente da câmera e não aprenderam nada…

Mas ela entra fácil na categoria de “prazeres culpados”, sabe aquela coisa que é ruim, mas que você quer assistir e faz bem.

Todo mundo fica falando de Mindhunt, da nova temporada de Strangers Things, mas, no fim, quando entra uma temporada de Fuller House, eu não quero mais saber de séries boas, quero saber de não pensar e me distrair por 20 minutos com a família Tanner-Fuller.