Fuller House

A Netflix agora está tentando pegar seus assinantes pelo emocional apelando para o retorno de séries antigas. Ela já tinha feito isso bancando a temporada final de Arrested Development, agora fez uma continuação de Full House e está prometido uma temporada de Gilmore Girls.

Assim como muitas pessoas da minha idade eu assistia Full House (acho que passava na hora do almoço com o título Três é demais). Era uma série bem bobinha, um sujeito fica viúvo com três filhas novas e recruta dois outros solteirões para morar com ele e ajudar com tudo.

Era aquela série de família perfeita, amor abundante, muitos abraços e tal. Nada é mais careta que Full House. Nada é mais fofinho que Full House.

Dos méritos da série, além da longevidade (durou 8 temporadas totalizando 193 episódios), Full House é a série que apresentou para o mundo as gêmeas Mary-Kate e Ashley Olsen que começaram bebês na série (as duas se alternando em um único papel) e cresceram diante das câmeras e se tornaram as crianças que mais cedo viraram milionárias por conta própria.

Dos outros atores John Stamos é o que continuou mais ativo, teve até outro papel longo em Plantão Médico além de infinitas participações. Fora ele, o restante do elenco teve poucos trabalhos relevantes, o próprio Bob Saget que era ator principal seguiu uma carreira de apresentador e um dos seus principais destaques é o papel de narrador de How I Met Your Mother.

Para o retorno da série na Netflix eles trouxeram o elenco original, menos as gêmeas Olsen que foram alvo de várias piadas durante a temporada, mas não fizeram nem uma ponta.

A premissa é que passado 20 anos do final da série, DJ Tanner-Fuller (aí tem o trocadilho com o título que ao mesmo tempo é casa mais cheia e é o sobrenome de casada da personagem) se encontra na mesma situação do pai, viúva com três filhos.

O pai e os tios vão seguir caminhos diferentes e ela fica na casa para cuidar dos três meninos junto com a irmã Stephanie e a melhor amiga Kimmy Gibbler que também tem uma filha.

Não dá pra dizer que a série é boa, por mais que tenha valor sentimental, não dá. A produção é pobrinha (bem no estilo da série original) a atuação de todos é tão sofrível que dá pra supor que é uma opção ou falha da direção fazer tudo com tanta afetação.

MAS, mesmo ruim, é uma série que ganha fácil a simpatia do espectador, principalmente se ele viu a série original. É ruim, mas tá tudo lá, aquele amor abundante, aquela inocência, é uma fantasia de um mundo perfeito tão bonitinha que é irresistível.

O humor é fácil, aquelas piadas que não são de comediantes, aquelas piadas ruins que as pessoas contam em casa mesmo, os clichês de pais e filhos, de namoros e casamentos.

Não é bom, mas é divertido, é meloso e grudento e você assisti fácil os treze episódios e toparia até outra temporada.

Fora que, se você é assinante Netflix a série está lá no seu pacote, então não custa nada ao menos tentar.

 

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