Guardiões da Galáxia

Estava muito empolgado com tudo que tinha visto dos Guardiões da Galáxia, já falei aqui, mas pra quem gosta de uma narrativa mais “complexa”, mais épica, esse lance da Marvel com seu universo cinematográfico é o verdadeiro sonho impossível que se realizou.
Imagine uma dúzia de filmes que se sustentam por si próprios, que são legais por si próprios, mas que têm todos esses elementos e personagens recorrentes que aparecem aqui e ali como um bônus, uma recompensa (payoff) pra você que viu tudo.
Sabe aquele “sentido de aranha” nerd que faz sua pele se arrepiar quando reaparece o Colecionador ou quando você vê o Thanos que só tinha sido mostrado de relance depois de Vingadores? Imagine o quanto isso é maior para quem efetivamente leu os quadrinhos, conhece aquelas histórias e vê Ronan, O Acusador.
É foda.
É claro que isso não bastaria se o filme não fosse, efetivamente, muito, mas muito divertido.
Guardiões da Galáxia é um filme de ação espacial com muito humor. Começa com as referências “retrô” do filme todo por conta do Peter Quill que foi levado da Terra quando era criança e toda a referência que ele têm são limitadas as que uma criança poderia ter tido nos anos. Filmes, quadrinhos e música. Aliás, a trilha sonora é a grande sacada do filme, feita com hits pops gastos dos anos 80, só de música chiclete, meio brega mas que você não consegue ouvir sem cantar junto.
Durante a vida toda de Peter Quill ele guardou uma única lembrança de sua mãe e da Terra, uma mix tape feita por ela com músicas que ela adorava que ele ouve sem parar em seu walkman.
O filme é todo “certinho”, ele te passa as emoções certas na hora certa, te deixa triste, te diverte, te faz sentir compaixão com os personagens (aliás, Vin Diesel tá mais em “espírito” do que de fato no filme, mas seu personagem Groot tem uma cena perto do fim que, com uma única fala de 3 palavras, o Vin Diesel passou mais emoção e sentimento que em toda a carreira dele.)
Assim, sou suspeito pra falar. Gostei do filme desde que vi o Rocket Raccum (porra, é um filme com um Guaxinim atirando nos outros com armas gigantes em companhia do seu único amigo, uma árvore que só sabe falar I am Groot).
Enfim, não vou dizer que é a história mais elaborada no mundo, não é mesmo, se você viu o trailer ou os primeiros 15 minutos do filme você sabe tudo que vai acontecer, sem erro, sem surpresas, sem pseudo-intelectualidades para te fazer se sentir inteligente por ter entendido o filme.
É um filme pra ser divertido e ele é.
Veria de novo muito fácil se o preço do ingresso do cinema não fosse obscenamente caro (verei quando tiver para baixar ou na netflix, com certeza).
Não se esqueça que depois dos créditos tem cena extra, essa não acrescenta nada a história mas os nerds hardcore vão rolar de rir.
Só pra constar, se eu fosse a Marvel faria o segundo filme dos Guardiões focado no Nova, só pra falar pra Warner: sabe o Lanterna Verde? É um bom personagem, você só não souberam fazer um bom filme.

 

 

 

 

 

 

 

 


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