Jessica Jones – 2ª temporada

Demorei um pouco mais do que costumo demorar com essa essas séries da Marvel, mas acabei de ver a Jessica Jones.



Antes de mais nada preciso dizer que eu sou um pouco tendencioso quando falo da personagem.

A HQ Alias, do Bendis, veio no momento ideal da minha vida, quando eu ainda sentia necessidade de ler quadrinhos de super-heróis, mas já queria muito ler algo que fosse um pouco diferente.

Então tenho um carinho pela personagem.

Juntou com isso com o fato de que eu acabei gostando muito da escolha da Krysten Ritter e seu nariz arrebitado para a personagem e com a participação do David Tennant (que eu sempre terei apreço pelo seu tempo como Doctor) como Homem Púrpura, um vilão brilhante.

Assim é seguro dizer que talvez minha opinião sobre a série não conte muito.

A série pode ter um monte de furos (qual série não tem, ainda mais uma de super-heróis), pode ser acusada de ter uma enrolação, de ser lenta ou qualquer coisa assim.

Críticos podem falar o que quiser e fazer uma análise técnica do jeito que quiser e podem estar completamente certos no que estão falando. Mas… pra mim, o que importa é que eu gostei dessa temporada da série.

Ela tem uma vibe um tanto diferente da primeira que tinha um lance muito opressor e muito frenético do Killgrave que era quase invencível, a questão da perturbação mental da Jessica e aquele ritmo de jogo meio sem fim de gato e rato.

Essa temporada é meio de redefinição do personagem. É o que sobrou da Jessica depois da primeira temporada.

Então vemos o aprofundamento dos personagens coadjuvantes e uma abertura do leque da história quando se volta para o passado da Jessica, para como ela conseguiu de fato os poderes.

Tem duas coisas bem interessantes sobre o roteiro dessa temporada.

A primeira é que a história é totalmente fora do que se tinha na HQ. A essência da personagem é bem respeitada, mas a trama em si (que bem ou mal tinha se esgotado no que era possível na primeira temporada) se aprofunda para uma invenção completa para a série e, por mais que caia e um ou outro clichê, a trama se sustentou um original para nortear.

A segunda é que, se você ver bem, a temporada não tem um vilão em si. Os problemas e as loucuras da Jessica e das pessoas que orbitam em torno dela já são o suficiente. Cai bem na ideia de uma pessoa que tem poderes de super-herói mas não é um. A história deveria ser de super-herói, mas não é, não tem arqui-inimigo, não tem grande plano, só tem pessoas com um monte de problemas tentando viver e se destruindo sozinhas.

Antes de encerrar acho que vale falar uma coisa curiosa que eu notei. Os episódios da série tem 55 minutos. Acho que eu estou tão viciado nas séries de 40 minutos que pra mim cada episódio parecia algo imenso e tão cheio de acontecimentos que me surpreendia. São 55 minutos que parecem a história de 2 horas, mas que, felizmente, não são cansativos.

 

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