Kantaro: the sweet tooth salaryman

Baseado no mangá “Saboriman Ametani Kantarou” de Tensei Hagiwara (roteiro) e Abidi Inoue (arte), publicado de 2015 a 2016 na revista japonesa Morning Two, Kantaro: the sweet tooth salaryman (que em uma tradução livre seria Kantaro: o trabalhador viciado em doces) é uma das séries mais nonsense da Netflix.



Eu fiquei viciado nessas séries japonesas que a Netflix soltou depois de Samurai Gourmet e do estupendo Midnight Diner, então quando apareceu essa série como sugestão comecei a assistir.

A história é sobre Kantarou Ametani, um funcionário de uma editora japonesa que pediu para ser transferido para o departamento de vendas para poder fazer visitas às livrarias e aproveitar para conhecer novas docerias durante o expediente.

Na empresa, Kantaro é o melhor vendedor do departamento e mantém uma postura extremamente séria e formal, não deixando ninguém descobrir seu vício em doces e seu blog onde resenha as docerias com o pseudônimo Cavaleiro dos Doces.

A série é um misto de ficção e documentário,tanto que se diz ser uma história baseada em doces reais.

A parte onde Kantaro fala dos doces, do preparo deles e da história da doceria que ele está visitando, tem-se aquela produção mais séria, filmada com câmeras de alta definição e tudo mais.

Agora, quando se trata do Kantaro em si, aí começa a bizarrice.

O ator Matsuya Onoe, que interpreta o protagonista é simplesmente perfeito para o papel. Ele encarna muito bem tanto o vendedor certinho quanto o o viciado que, ao comer doces, tem reações constrangedoras, que só podem ser descritas como uma simulação de orgasmo feita por Jim Carrey.

Mas o orgasmo aos comer os doces não é a única bizarrice da série. Além disso, Kantaro tem uma série de alucinações onde ele e os colegas de trabalho se transformam nos ingredientes dos doces e fazem alguma coisa surreal. Fora a frase dele “só o deus dos doces sabe”.

Um lance que eu acho engraçado no mangá, que por consequência repercute na série, é essa crença de que o esforço puro e simples resolve tudo. Então Kantaro se esforça ao máximo e pronto, é o melhor vendedor e ainda tem tempo para visitar as docerias.

Outra questão interessante é a habilidade de criar ação onde não existe ação nenhuma.

No fundo é uma série boba, mal produzida (com exceção da fotografia nas cenas do preparo dos doces) mas é engraçada pelo jeito completamente nonsense, é divertida e vale, principalmente, por mostrar os cenários lindos do japão e os doces que pra gente são bem exóticos. Fora que são 12 episódios curtos que dá para assistir na Netflix sem compromisso.