Lanchonete da Cidade

Acho que posso falar com certa propriedade da Lanchonete da Cidade.



Não só fui nessa lanchonete várias vezes como também fui ao longo de períodos diferentes.

O conceito da casa é homenagear São Paulo, no cardápio dizem (ou pelo menos diziam, não reparei nas últimas vezes) ter se inspirado na Hamburgueria do Seu Osvaldinho (um clássico do bairro do Ipiranga), alguns lanches tem nomes de lanchonetes famosas de são paulo, e a arquitetura remete ao visual clássico do que era moderno nos estabelecimentos dos anos 50/60.

É um lugar planejado do começo ao fim, principalmente na questão de decoração e conceito de casa.

Isso é muito importante, é claro, mas, no fim, quem manda é o o sabor do lanche e aí entra uma certa aventura.

Nas primeiras vezes que eu fui na Lanchonete, na época que começou a operar, eu sempre achei os hamburgueres ok, bem feitos, sabor correto, com um destaque para a batata frita que vinha acompanhada de alho assado.

Com o tempo foram abrindo várias hamburguerias e o parâmetro teve que subir, na nova métrica da cidade, a Lanchonete da Cidade ficou na média e comecei a ir menos lá.

Há algum tempo atrás resolvi retornar lá e na época tive uma surpresa bem desagradável, por alguma motivo eles tinham mudado a receita dos hamburgueres e acrescentado carne de porco na mistura. Até aí não é grave, um pouco de carne de porco, pode acrescentar no sabor, o problema é quando esse pouco vai para uma quantia que domina completamente o sabor, que era o caso na época.

Depois disso fiquei um bom tempo sem ir e voltei recentemente mais duas vezes.

Em uma delas eu dei sorte, comi um lanche bom, a batata estava boa (eles tem ketchup Strumf que dá um diferencial excelente na hora de comer a batata) e agora algumas sobremesas da casa foram criadas pela Carole Crema (leia aqui sobre ela).

A experiência foi tão boa que voltei lá e, infelizmente não tive a mesma sorte. Pedi um lanche que eles chamam de Chic Bombon, inspirado no queijo fundido do Ponto Chic. A carne do lanche é coberta por cebola e o queijo fundido. Não sei se foi o dia, ou se o lanche é assim mesmo, mas a cebola foi mal preparada e toda a água que ela solta foi para o pão, com isso a fina fatia de pão na parte de baixo do lanche sucumbiu e virou uma massaroca. É uma pena, mas o resultado foi desastroso o suficiente para garantir pelo menos mais um ano sem ir na Lanchonete da Cidade.

Fora o lanche, a batata estava com um gosto mais marcante de óleo e só salvou mesmo o Bolo da Bisá na sobremesa, mas, até aí, é um bolo da Carole Crema, não tem como errar.

Conta: R$ 63 (lanche, batata pequena e bolo) (maio/17).

Vale? Sinceramente eu não posso dizer que vale. A Lanchonete é muito bonita, o pessoal é muito atencioso, mas o resultado é muito irregular e, quando você cobra um valor a partir de $30 por um lanche que é no máximo médio, ele definitivamente não pode ser irregular, principalmente quando há uma abundância de lugares para comer melhor e até mais barato.

Para quem quer arriscar a sorte veja os endereços e horários aqui http://www.lanchonetedacidade.com.br.