Lemony Snicket: Desventuras em Série

Primeiro tenho que confessar que assisti à basicamente pela facilidade dela estar na netflix e porque tem o Neil Patrick Harris (o ator que viveu Barney Stinson em HIMYM, eu gosto tanto dele que li até a autobiografia/livro jogo dele). Ele é o tipo de ator versátil em comédia e o personagem do Conde Olaf, o vilão da série que é um ator fracassado e usa diversos disfarces e artimanhas para pegar a fortuna dos órfãos Baudelaire, parece feito sob medida para ele.

(esse personagem foi interpretado no cinema por Jim Carey, que é um grande ator físico de comédia, mas ele é excessivo, o Neil Patrick Harris tem um equilíbrio melhor para dar o tom de nonsense e não de pastelão)

Antes de prosseguir, vamos a uma sinopse rápida para quem não sabe do que eu estou falando.

A série é inspirada em uma série de 13 livros (essa aqui) que foram publicados com muito sucesso entre 1999 e 2006. Neles Lemony Snicket narra a história de Violet, Klaus e o bebê Sunny, as três extraordinárias crianças da família Baudelaire que fica órfã logo no início do primeiro livro e começa a viver passando por uma série de tutores enquanto tentam escapar das garras do cruel Cond Olaf, dedicado a roubar a fortuna da família.

Por trás dessa história há uma trama que envolve uma sociedade secreta e diversas situações extremamente bizarras.

É uma história bem nonsense, ambientada em um cenário retrô, cheia de personagens extremamente peculiares incluindo os três protagonistas e o antagonista.

A versão da netflix está bem bacana. Dividiu cada livro em dois episódios e, na primeira temporada cobriu um terço da série (as próximas temporadas estão programadas para 2018 e 2019).

A série tem várias coisas que funcionam, desde a abertura (cantada por Neil) que ecoa a mensagem do narrador que a todo momento alerta o espectador que essa é uma história onde nada de bom acontece e que ele deve parar imediatamente de assistir; a estética escura e deprê; as atuações (que são bem físicas, bem plásticas sem ser caricatas em excesso); o ritmo ágil dos acontecimentos e o humor meio sinistro que permeia tudo.

O resultado do conjunto é uma série bem divertida, com uma abertura que não sai da sua cabeça (não veja o vídeo abaixo ou você vai cantar Look away pelo resto do dia).

Se cabe um alerta é que, como disse antes, tudo na série é extremamente nonsense, não existe um único personagem “normal” e é isso que deixa a série interessante, então não fique esperando muita lógica nas coisas, apenas se deixe levar pela história trágica dos órfãos ou look away.

A Series Of Unfortunate Events