Master of None

Master of None é uma daquelas séries que só entrou no radar porque é uma produção da Netflix e porque muita gente estava falando sobre ela.

A série é centrada no ator indiano Dev (interpretado pelo criador da série, o comediante Aziz Ansari) que tenta viver em Nova Iorque e se encontrar na sua vida pessoal e sentimental.

A melhor palavra que eu encontrei para representar o que eu penso dessa série é “morna”.

Sabe aquelas séries que definitivamente não são ruim, mas que ao mesmo tempo que têm pouco de especial/diferente/interessante, são gostosas de assistir?

Master of None é dessas. Não sei porque, mas o personagem Dev me encantou com extrema facilidade. Me simpatizei com ele. Com a sua vida a deriva, tentando as coisas mas sem muito esforço.

O importante para o personagem é se sentir bem. Com si mesmo, em relação aos outros. Ele sempre opta pelo que vai fazer ele mais feliz.

Ignora a religião porque gosta de comer bacon, nega trabalho, mesmo precisando porque não quer fazer um esteriótipo indiano e por aí vai.

Dev faz o que quer, tenta sempre ser bom e gentil com todos, não de forma forçada, de forma natural mesmo e meio que deixa a vida conduzir ele para relacionamentos e trabalhos.

A série também conta com um elenco de apoio muito interessante. Arnold (Eric Wareheim) um dos amigos de Dev é um tipo de criança crescida, a presença deles nos episódios sempre gera algo que beira ao surreal, mas é bem divertida. Fora que Arnold é muito alto e o Dev é super baixo, o que gera uma série de composições visuais bem interessantes para os dois caberem na mesma cena.

Aliás, falando no visual, a segunda temporada tem uma direção de fotografia maravilhosa, não falta cenas lindas, aquelas que você poderia congelar um frame e colocar em uma moldura de tão perfeita que é a harmonia.

Outra questão interessante que vai crescendo aos poucos no decorrer da série é a vida das minorias nos EUA, a série aborda minorias étnicas, tem um negra homossexual no elenco fixo de amigos do Dev, que tem direito a um episódio bem interessante centrado na vida dela.

Um dos destaques é um episódio da segunda temporada que conta várias histórias de minorias vivendo em Nova Iorque, a impressão que dá é que esse episódio foi meio feito para ganhar prêmio e para fazer as pessoas falar sobre ele, o bom é que não só apelação, o episódio é bom mesmo.

No geral é isso, não é uma grande série memorável, mas ela é boa o suficiente, gostosa o suficiente e curta o suficiente para valer a pena ser assistida.

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