Por um ensino mais humanista

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Queria falar sobre Vingadores, mas tem umas situações que acabam sendo prioridade. Quando o presidente e o Ministro da educação se juntam em uma campanha contra as ciências humanas, temos que lembrar que, muitas vezes, precisamos mais de uma ponte metafórica do que uma de verdade.

Eu sempre fui um defensor do ensino técnico e acho que as últimas décadas formaram um verdadeiro fetichismo desnecessário pelo diploma de ensino superior. Independente disso, me preocupa muito o plano do Jair Messias Bolsonaro e do Abraham Weintraub. Falo mais sobre isso no Áudio/vídeo abaixo, mas, resumindo, são dois problemas fundamentais: 1- uma falta de noção completa do papel do estado na preservação da cultura humana; 2 – uma paranoia surreal de caça ao comunismo que só pode indicar alguma patologia mental de tão aguda que é a fixação.
O Brasil é um país extremamente primário, ainda falta infraestrutura básica e talvez falte por gerações por vir. Mas isso não quer dizer que desinvestir nas ciências “não práticas” seja a solução, não quer dizer que um ensino que não constroi pensamento resolve tudo. Tá na hora de parar com essa ideia de uns arquétipos imbecis onde o cara que tem um diploma é um nobre da sociedade e o padeiro é um ignorante. Todo mundo tem que trabalhar, todas as profissões são dignas, mas o trabalhador braçal também precisa de uma formação que o ensine a pensar.
O cara tem que querer “ascender” porque nem faz sentido esse conceito de que alguém que trabalha em uma mesa está em um um ponto mais alto do que alguém que trabalha no sol. O importante é que os dois possam ter uma formação que os torne mais do que uma máquina de trabalhar.