Quanto custa o outfit? Bens posicionais e a escalada de consumo

oliboni

29/05/2018

2 thoughts on “Quanto custa o outfit? Bens posicionais e a escalada de consumo

  1. Oi, tudo bom?
    Esse costume de consumir itens que “não são para qualquer pessoa” é muito antigo. Inclusive, as marcas de luxo são findadas nesse conceito de exclusividade. Quanto ao vídeo, eu não entendi o conceito excludente (que poucos podem), mas sim incluente, onde é possível fazer parte de alguma coisa. Feio é se vestir fora do seu contexto social! Não acha? 🙂

    1. Então Paula, primeiro, muito obrigado por comentar.

      Eu acho bem curiosa sua visão de ser uma coisa inclusiva, faz muito sentido dentro de um conceito de pertencimento em grupo social.

      Contudo, isso se torna algo excludente devido ao contexto sócio-econômico do país.

      “AH, mas eu quero ter minha roupa da marca X e tenho dinheiro sobrando/trabalho para isso/minha família é rica.”

      Legal, você faz parte do 1% da população do brasil que não passa necessidades básicas.

      Só que esse é o ponto, quando você lança em um vídeo com orgulho o quanto gastou em uma roupa e isso é a renda de 1 ano de trabalho da família média brasileira, isso é ofensivo.

      E, quando 99% da população não população não pode pertencer ao grupo… todo esse conceito se torna excludente.

      Veja, não estou dizendo que a culpa da desgraça social do brasil seja dessas pessoas que compram essas roupas, só que não se pode medir o mundo pela sua realidade pessoal.

      Mas assim, deixando totalmente de lado essa questão. Eu dei uma olhada no seu blog, vi uma meia dúzia de post e todas as fotos me pareceram de roupas esteticamente de bom gosto.

      Eu não entendo de moda, mas tem coisas que são visualmente bonitas, como a maioria dos looks que eu vi no seu blog.

      A minha questão para você, que eu até falo no meu vídeo: você acha legal/bonito/na moda usar uma roupa que o principal destaque é exibir em letras garrafais a marca da roupa?

      As roupas dessa linha de hype que você chama têm esse agravante, o valor delas não é estético, o valor delas está em estar escrito MARCA X e essa marca X ser famosa por custar uma fortuna.

      Ou seja, na prática, você paga para fazer propaganda de um “crachá de rico”.

      No fim acho que isso que me incomoda mais na questão. A pessoa que paga para ser um outdoor e que acha que está estourando.

      Faz sentido isso que eu disse?

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