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Star Wars Episódio VII: O despertar da força

Não sou o maior dos fãs das histórias espaciais em geral (excetuando Batlestar Galatica que é sensacional e a série de livros da Fundação do Isaac Asimov), mas fui ver o novo episódio de Star Wars pela curiosidade do que iam fazer e pela pressão que a campanha publicitária e o fervor dos fãs gerou.

Uma das coisas interessantes é que começou a rolar uma histeria contra spoilers do filme, criaram até um aplicativo que bloqueia spoilers e, quando eu vi o filme, confesso que achei essa preocupação desproporcional, uma vez que o filme não é calcado em “grandes surpresas” e sim em uma viagem emocional ao universo de Star Wars.

Vendo o trailer, acho que o grande mistério é a identidade de Kylo Ren, mas, mesmo isso, é revelado rapidamente no filme (ou pelo menos dicas óbvias são lançadas bem no começo). No mais, é aquela sensação de “o que aconteceu com o Império?”, “como está na nova República?”, “o que aconteceu com Leia, Luke e Han Solo?”, mas nisso também não há grandes revelações, principalmente se você parar para pensar que nos últimos 30 anos centenas de milhares de pessoas já ficaram imaginando o que aconteceria com esses personagens.

Nesse ponto eu acho que está uma das decisões acertadas do filme, o fato de focar nos dois personagens novos e criar uma aventura divertida, um filme de ação, perseguições espaciais e soluções impossíveis no último segundo – que é exatamente o que os fãs esperam.

Outra coisa feita exatamente para emocionar os fãs é o grande papel de Han Solo na história. Assim como na trilogia original, Han Solo não é um mero coadjuvante, ele está na parte central da ação da história, lado a lado com Chewbacca e os novatos Rey e Finn.

As atuações do filme são boas, apesar das cenas que não são ação terem uma direção meio estranha, sempre colocando personagens frente a frente e indo e voltando com a câmera de uma forma meio esquisita.

No real, é um grande filme de ação, com uma trama simples que remete demais ao trilogia original, ao ponto que em alguns momentos você tem a sensação de ser um remake com muito mais tecnologia (na pegada da relação do Superman Returns com Superman de 1977).

Star Wars tem um aquele curinga narrativo que é a Força, então todas as infinitas coincidências estão automaticamente explicadas e, fora isso, o filme é razoavelmente redondo, inclusive eu achei que tem um bom trabalho dando uma sensação de conclusão nesse filme ao mesmo tempo que deixa várias coisas para trabalhar nos dois próximos.


 

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