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THE NATURAL WAY TO DRAW – exercício 15 – Desenho modelado com aquarela

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Esse é o décimo quinto exercício da série de exercícios do livro do Kimon Nicolaides.

No primeiro post eu falei sobre quem é Nicolaides e qual a linha de pensamento do livro. Se você não viu esse post ele o ponto de partida. Veja aqui.

Veja os cronogramas de exercícios aqui.

Você pode ver todas as postagens sobre o livro aqui nessa tag.

Objetivo: treinar gesto e percepção de profundidade com outra mídia

Materiais: papel kraft (pardo), pincel médio (nº 9), pano, godê, aquarela ou gouache

Não usar papel de aquarela para esse exercício. Nicolaides sugere o uso de 3 cores de uma aquarela barata de tubo (amarelo ocre, burnt sienna e preto). Se você tiver a mão, ok, se não eu sugiro usar gouache, se tiver um kit de primárias, use amarelo, amarelo+magenta e preto ou ainda usar nanquim trabalhando com um potinho separado mais diluído em água. O pincel pode ser redondo ou chato, só não deve ser muito pequeno.

Observações: em termos de resultado visual, o exercício é semelhante aos anteriores de desenho desenho modelado, contudo trabalha com uma outra mídia que tem uma linguagem bem diferente.

Apesar de usar aquarela o Nicolaides diz que o exercício não tem nada a ver com a técnica da aquarela ou com as cores em si é apenas um exercício de desenho. A proposta dele é ver o uso da tinta como uma outra linguagem, o objetivo não é aprender a pintar é usar a linguagem da tinta para alcançar um outro tipo de compreensão do desenho. É uma forma de quebrar algumas preconcepções que formamos com o passar do tempo

Exercício: o trabalho em si é semelhante ao exercício de desenho modelado, contudo, como não adianta apertar o pincel para escurecer, usa-se cores mais escuras nas áreas em que o desenho é mais profundo.

Então comece com a cor mais clara, construindo a figura a partir do centro até as bordas. No próximo passo, você vai trabalhar com um tom médio tocando os entornos horizontais e verticais enquanto a tinta da primeira camada ainda está úmida. Trabalhe o desenho como um todo de uma vez só, se chegar em um ponto em que está úmido demais e o pigmento não fixa, comece um outro desenho do lado enquanto o primeiro seca um pouco e volte depois, vá alternando entre os dois. A primeira camada de ser bem úmida e segunda, mais escura, com o pigmento quase puro, sem muita diluição. A ideia não é tentar chegar nas cores que você está vendo, nem mesmo trabalhar luz e sombra, o processo é igual ao feito com o lápis. Quando a parte que você está desenhando se distância de você, você escurece, nas partes que se projetam na sua direção, você mantém claro.

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