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Y – O último Homem

Passei muito tempo lendo super-heróis e perdi várias daquelas séries que todo mundo elogia, Y – O Último Homem é um desses casos.
Eu inclusive comprei na época que saiu pela Panini a maior parte dos encadernados, mas nunca li.
O bom disso é que agora que a série já está terminada eu pude ler em uma tacada só as 60 edições que saíram ao longo de 6 anos.
A série é boa? É.
Não é aquela coisa que você vai lembrar para o resto da sua vida, mas tudo está certinho ali. A arte é bem básica, na linha do que se tem feito dos anos 2000 para cá (e bem uniforme, quase tudo foi desenhado pela  Pia Guerra), a narrativa é ágil (li em um mês tudo) e a história é correta.
O uso do futuro apocalíptico é um recurso meio básico para histórias longas que funciona em vários sentidos. Tem curiosidade em torno de como o mundo chegou naquele ponto, como as pessoas vivem com isso, a busca para a salvação do mundo e tem “o escolhido”.
No caso de Y a história é sobre uma praga misteriosa que matou todos os machos do planeta, todos menos Yorick e o macaquinho Ampersand (Ampersand é o nome desse símbolo &).
A história segue então a estrutura básica, Yorick e Ampersand são a chave para a salvação da humanidade e tem que viajar pelo mundo todo em busca da cura.
O interessante dessa praga é que o mundo ainda é mais ou menos manejável só com mulheres, mas todos os seres tem um prazo de validade que é o seu ciclo reprodutivo. Então os animais que morrem em meses, sem os machos se extinguem rapidamente e a humanidade tem aí um lapso de uns 80 anos para descobrir uma cura ou desaparecer.
Outra questão é a passagem do tempo na série, vários anos se passam no decorrer da série e tudo é muito demorado.
Um dos charme é o Yorick em si, um cara meio bobalhão, especialista em truques de “mágicos” de fuga, e apaixonado por uma namorada (possível noiva, ele não sabe ao certo) que estava na Austrália quando a praga aconteceu. Então o último homem da terra, ao invés de viver loucas aventuras sexuais se mantém fiel a sua amada e parte em busca de reencontrá-la.
Assim, a série é o mais tradicional possível em termos de estrutura (é tão “quadrada” e careta que não entendo como até agora não adaptaram isso para uma série de TV na linha do Walking Dead), o fato de ter ganho alguns Eisners mais depõe contra do mercado americano do que a favor da história, mas é uma HQ divertida e o final me agradou muito.
Pra mim, o melhor mesmo da série foi o arco final e em especial a última edição, ali é o momento que a história se mostra um pouco melhor do que as infinitas histórias com esse mesmíssimo roteiro, pra mim a viagem valeu para ver esse fim.

 

 

 

 

 


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